Faz tanto tempo que penso em como me reconstruir. Mas me reconstruir do quê, eu não sei, ainda não entendi. Eu tava destruída? Eu tenho partes pra fazer e refazer? De onde tiraram essa ideia de me dividir em partes minúsculas, invisíveis, que me torne passível a desconstrução e construção?
Cansei de ouvir que o ser humano deve se desconstruir, para que aí, do zero, possamos nos refazer, nos construir de forma mais adequada. Pro inferno com suas teorias, tire-as de mim!
Não aguento mais ver a glorificação da forma social e programada para que todos entendamos como o caminho enquadrado.
Sinto falta da época que o caminho enquadrado a nós me fazia sentir o mínimo de ética. Pelo menos, eu achava que valia a pena sofrer a ação de "construções" se no final de tudo iria ver um sorriso no terminar do dia.
Valores, morais, ideais...Hoje, "cresci", e no final do dia vejo olhares desatentos, parecem hipnotizados com a "desconstrução" de toda aquela tradição e história que nos baseava, nos primórdios. "Evoluímos" muito dos primórdios pra cá. Como fazem questão de dizer. Mas parece que a evolução foi só tecnológica, pois a humana se apresenta cada vez mais falha e retornando ao seu estado bruto (no sentindo amargo da palavra). Vejo pessoas marcadas como gado, enquanto riem das tatuagens obrigatórias aos bovinos. Essas mesmas pessoas são parte de um jogo sádico de outras pessoas que são marcadas com cifrões, enquanto riem de vossas marcas engravatadas. E em outra parte alguém ri dos cifrões e proclama sua marca avermelhada a qual chamam de amor. Enquanto são marcadas pelo ego e a ilusão. E no final disso tudo resta uma pessoa marcada por algo indefinido, que ao longe, não ri de ninguém, mas deixa seus olhares atônitos e curiosos desmancharem-se em confusão de por quê's.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
Utopia
Utopia é chegar em casa e ter o que vestir.
Numa terra desolada, onde crianças morrem de sede, onde adultos morrem de fome, onde a vida não tem se quer valor.
Utopia é você ter um objetivo pra seguir.
Num futuro que não se encerre em cinco minutos, que não acabe em meia hora, que não detone antes do Sol renascer.
Utopia é você ter um casaco a mão.
Pra oferecer ao amigo com frio, para doar ao parceiro sem chance, pra perder numa chuva torrencial de história de romance.
Utopia é você sorrir todo dia.
Porque tem um emprego bacana. Porque o transporte não atrasa. Porque o almoço é ao meio-dia e você vai poder saboreá-lo.
Utopia é ter um fim de semana livre.
É ter férias com as crianças. É viajar com os amigos. É simplesmente programar um passeio inesperado numa tarde de um domingo qualquer.
Utopia é você sair a rua e não pensar em ser roubado.
Em não levar um tiro. Em não ter medo de precisar de um hospital. Em não atravessar a rua pra passar longe da polícia e sua viatura.
Utopia é você, realmente, sentir que há uma chance da vida existir de verdade.
Em não ser só sobrevivência, inércia, desespero de desenhos num papel verde, amarelo, vermelho, azul com cifras e rostos de homens pomposos e históricos.
Utopia é um dia você acordar, respirar fundo e saber que a luta de todo dia é apenas contra o tempo estranho, alguma praga nas plantas, um dedo machucado ou uma coisa que não se entendeu bem.
Homens são feitos de desejos. Desejos se fazem com sonhos. Sonhos são a pura definição da utopia adormecida em nós.
Numa terra desolada, onde crianças morrem de sede, onde adultos morrem de fome, onde a vida não tem se quer valor.
Utopia é você ter um objetivo pra seguir.
Num futuro que não se encerre em cinco minutos, que não acabe em meia hora, que não detone antes do Sol renascer.
Utopia é você ter um casaco a mão.
Pra oferecer ao amigo com frio, para doar ao parceiro sem chance, pra perder numa chuva torrencial de história de romance.
Utopia é você sorrir todo dia.
Porque tem um emprego bacana. Porque o transporte não atrasa. Porque o almoço é ao meio-dia e você vai poder saboreá-lo.
Utopia é ter um fim de semana livre.
É ter férias com as crianças. É viajar com os amigos. É simplesmente programar um passeio inesperado numa tarde de um domingo qualquer.
Utopia é você sair a rua e não pensar em ser roubado.
Em não levar um tiro. Em não ter medo de precisar de um hospital. Em não atravessar a rua pra passar longe da polícia e sua viatura.
Utopia é você, realmente, sentir que há uma chance da vida existir de verdade.
Em não ser só sobrevivência, inércia, desespero de desenhos num papel verde, amarelo, vermelho, azul com cifras e rostos de homens pomposos e históricos.
Utopia é um dia você acordar, respirar fundo e saber que a luta de todo dia é apenas contra o tempo estranho, alguma praga nas plantas, um dedo machucado ou uma coisa que não se entendeu bem.
Homens são feitos de desejos. Desejos se fazem com sonhos. Sonhos são a pura definição da utopia adormecida em nós.
domingo, 6 de janeiro de 2013
O dia estava normal...normal até demais...um olhar, umas risadas soltas, alguns pensamentos...nada que compensasse aquela falta de não se sabe o que. Quem poderia acreditar que tantas vezes se tornasse apenas... ... ... as reticências que tanto usa em seus textos mal redigidos na calada da madrugada.
E o silêncio incontestável que se abandona com alguma música de fundo, a qual participa das sensações criadas a partir da melodia. Seria esse o momento de se reinventar? Por que devemos nos reinventar todo dia? E quando se pensa que talvez seja bom só continuar?
Não, não, não, não! Reinventar está bem, está bom!
O vazio incompensável pela clareza a sua janela, e as folhas do galho que bate perto de si. Entrando e saindo a doce brisa da noite.
Não está bem sentir isso...não está bom...ou está? Talvez seja o momento antes de tudo mudar novamente.
O sono ainda não veio, mas a vontade de dormir é uma obrigação tentada e re-tentada, sem muito sucesso.
Uma hora as coisas passam, o Sol chega e ele já não será seu. Mas as descobertas continuam. E sempre terá a Lua para lhe acalentar. Afinal a noite é e sempre será só sua.
E o silêncio incontestável que se abandona com alguma música de fundo, a qual participa das sensações criadas a partir da melodia. Seria esse o momento de se reinventar? Por que devemos nos reinventar todo dia? E quando se pensa que talvez seja bom só continuar?
Não, não, não, não! Reinventar está bem, está bom!
O vazio incompensável pela clareza a sua janela, e as folhas do galho que bate perto de si. Entrando e saindo a doce brisa da noite.
Não está bem sentir isso...não está bom...ou está? Talvez seja o momento antes de tudo mudar novamente.
O sono ainda não veio, mas a vontade de dormir é uma obrigação tentada e re-tentada, sem muito sucesso.
Uma hora as coisas passam, o Sol chega e ele já não será seu. Mas as descobertas continuam. E sempre terá a Lua para lhe acalentar. Afinal a noite é e sempre será só sua.
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